O 1º exame de sangue a gente nunca esquece

Hoje acordamos cedinho para o famigerado exame de sangue que venho adiado por muito tempo. Tipo: meses!

Mas, na milésima crise de alergia da bebeca, tive que me mexer e deixar o medo de lado. A alergista pediu um hemograma completo e mais um monte de exames…lá fomos nós. 

Durante a espera, tudo estava bem. Bebeca, com sua tosse eterna e nariz de chafariz, assustava algumas senhorinhas que se afastavam “discretamente”. Sim, minha filhinha tem sofrido do preconceito “pensamqueégripe”.

“Filhinha, hoje é um exame muito importante para finalmente cuidarmos dessa alergia” disse limpando o narizinho dela. 

Entrando no cubículo para recolher o sangue ela arregala os olhinhos. Larissa tem um pé atrás com pessoas de jaleco. 

A moça, muito simpática, pega o bracinho e mete o elástico na bichinha. 

1ª impacto: “buáááááá” 

E na minha cabeça o mantra: “não vou chorar. não vou chorar”.

Ela não encontra a veia. Vai pro outro braço. Elástico e buááááá.

Tudo que eu conseguia pensar era que o negócio assustador ainda nem tinha começado. Mas eu me segurei. Passando segurança…eu sou a adulta da parada, né? 

“Espera aí que vou chamar outra moça que tem prática em achar veias de bebês”. Ela saiu e eu pensei: “mais gente de jaleco?”. Dito e feito. 

Ela viu a segunda moça e me olhou desesperada. Dei um sorriso amarelo. 

E mais elástico…

E mais mamãe se ‘agarrando na calma’ enquanto sua filha está desesperada. Faz carinho, dá beijinho, fala que tá tudo bem, canta…

Veia encontrada a moça me orienta como devo segurá-la para ela não se mexer enquanto coloca a agulha. Ela chama mais uma moça para ajudar a segurar: “Sério?! Tou me sentindo na veterinária…segurando meu cachorro pra vacinar”.

Agora TRÊS MULHERES DE JALECO num cubículo!!! Lia os nomes delas em seus crachás e as apresentava para a bebeca. Isso pareceu funcionar até a agulha entrar e ela gritar: “dodói, mamãe aaaaaahhhhhh”. Pronto, desmoronei. A sorte que ela não podia ver meu rosto. Uma força desconhecida tomou conta dos meus olhos e estes não paravam de lacrimejar. “Dói sim filha. Mas só um pouquinho. Vai ser bem rápido”. Pareceu uma eternidade.

Isso me levou de volta ao famigerado/necessário exame do pezinho.

Sim, alguns vão falar como eu sou boba. 

Enfim, saí de lá ainda com um sorriso forçado. “Viu só?! Foi rapidinho e agora a doutora vai saber como nos ajudar”. 

As pessoas que esperavam ouviram. Acho que o laboratório inteiro ouviu. Alguns fazendo cara de pena, outros queriam ajudar a distrair a criança com brincadeiras e sorrisos, outros ficavam no “tadinha da bichinha”… 

No caminho para casa ela já estava sorrindo. 

Mas, chegando em casa, volta e meia ela olhava pro bracinho, fazia um bico gigantesco e chorava. Charminho? Ela se aninhou no pai e ficou “Papaeeeeeee, buáááá”.

 

E vem vacina por aí.

ô pai, “guento não”! 

E com vocês? Têm alguma situação como esta para contar?

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3 respostas em “O 1º exame de sangue a gente nunca esquece

  1. Pingback: O 1º ponto a gente nunca esquece | Mamãe Cansada

  2. Nossa, meu baby tem 7 meses e já fez dois exames de sangue 😦 eu não fui tão forte e chorei tanto quanto ele, e ele é gordinho se veias fininhas, foram várias tentativas e agulhadas até conseguirem achar a veia dele 😦

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